![]() |
| #lusiteratura Livro com mais de 10 anos |
Jacinto Lucas Pires
Livros Cotovia, Abril 1999
Contos
80 páginas
Sinopse
Treze prosas com janelas para um mundo intranquilo, repleto de solidões que tentam abrir frestas tal qual as facetas que são feitas nas pedras preciosas em bruto para averiguar do seu grau de pureza (janelas) e assim chegar à sua interior e inconsciente verdade.
.
.
Já li este livro há muitos anos, mas agora a propĂłsito do projecto Lusiteratura de que aqui falei resolvi voltar a pegar nele para relembrar este autor portuguĂŞs, a sua escrita e ver se dava continuidade Ă leitura da sua obra. Lembro-me que em 1999 quando foi lançado foi bastante elogiado pela crĂtica e talvez por isso o tenha comprado. Ao relĂŞ-lo apercebi-me que ainda tinha presente o conto de que mais gostei mas que para alĂ©m disso pouco mais me emocionou.
Cada prosa tem uma personagem principal inquieta que procura a sua própria voz e que possuà uma força e uma solidão só dela. O que acontece é que muitas vezes as histórias ora são confusas ora acabam por não ser bem o que parecem misturando a realidade com a ficção quase como um diálogo das personagens com os seus heterónimos acabando em ficções dentro da ficção. A história que é afinal o filme visto pela personagem principal ou o conteúdo de um quadro que está ser pintado ou ainda apenas um sonho do qual se acorda mas sem nada se recordar. Mas também a descrição de uma viagem de eléctrico que se vai cruzando com o livro que o protagonista está a ler. Demasiado confuso e talvez também metafórico para mim.
Não costumo fazer referência por aqui a livros que não me disseram assim tanto, mas já Cervantes dizia que "não há livro tão mau que não tenha algo de bom" e foi o que aconteceu. Quem sou eu para dizer que o livro é mau mas a mim não me cativou. No entanto, a verdade é que acabei por encontrar algo de muito bom, a prosa "Sombra e Luz" que me arrebatou com uma história intensa cheia de emoção e uma personagem feminina que me encantou. Existem mais dois ou três que me agradaram também pela sua intensidade e clareza, fossem todos mais assim e o livro teria resultado muito melhor, pelo menos para mim.
Apeteceu-me então partilhar a prosa que me conquistou e fez o livro valer a pena, quem sabe também poderá agradar a outros e proporcione um óptimo momento de leitura... considerem-na como um pequeno presente.
Cada prosa tem uma personagem principal inquieta que procura a sua própria voz e que possuà uma força e uma solidão só dela. O que acontece é que muitas vezes as histórias ora são confusas ora acabam por não ser bem o que parecem misturando a realidade com a ficção quase como um diálogo das personagens com os seus heterónimos acabando em ficções dentro da ficção. A história que é afinal o filme visto pela personagem principal ou o conteúdo de um quadro que está ser pintado ou ainda apenas um sonho do qual se acorda mas sem nada se recordar. Mas também a descrição de uma viagem de eléctrico que se vai cruzando com o livro que o protagonista está a ler. Demasiado confuso e talvez também metafórico para mim.
Não costumo fazer referência por aqui a livros que não me disseram assim tanto, mas já Cervantes dizia que "não há livro tão mau que não tenha algo de bom" e foi o que aconteceu. Quem sou eu para dizer que o livro é mau mas a mim não me cativou. No entanto, a verdade é que acabei por encontrar algo de muito bom, a prosa "Sombra e Luz" que me arrebatou com uma história intensa cheia de emoção e uma personagem feminina que me encantou. Existem mais dois ou três que me agradaram também pela sua intensidade e clareza, fossem todos mais assim e o livro teria resultado muito melhor, pelo menos para mim.
Apeteceu-me então partilhar a prosa que me conquistou e fez o livro valer a pena, quem sabe também poderá agradar a outros e proporcione um óptimo momento de leitura... considerem-na como um pequeno presente.
Jacinto Lucas Pires Ă© um escritor que se pode dizer multifacetado pois já escreveu e publicou os mias variados gĂ©neros com maior incidĂŞncia para as peças de teatro, com as quais se iniciou em 1997 atravĂ©s de "Universos FrigorĂficos", os romances e os contos. Mas tambĂ©m passou pelas obras de nĂŁo ficção e a literatura infantil com colecção QUEM ilustrada por Sara Amado.
Ganhou vários prĂ©mios. Em 2008, o PrĂ©mio Europa – David MourĂŁo-Ferreira, atribuĂdo pela Universidade de Bari e o Instituto Camões que permitiu a tradução e publicação das suas obras nos paĂses da UniĂŁo Europeia e Mediterrâneo. Em 2013 recebeu o Grande PrĂ©mio de Literatura DST atribuĂdo pelo dstgroup ao romance "O verdadeiro ator".
Paralelamente à escrita também realizou, para além de as escrever, duas curta-metragens "Cinemamor"(1999) e "B.D." (2004) e mais recentemente uma longa-metragem "Triplo A" (2017).
Ganhou vários prĂ©mios. Em 2008, o PrĂ©mio Europa – David MourĂŁo-Ferreira, atribuĂdo pela Universidade de Bari e o Instituto Camões que permitiu a tradução e publicação das suas obras nos paĂses da UniĂŁo Europeia e Mediterrâneo. Em 2013 recebeu o Grande PrĂ©mio de Literatura DST atribuĂdo pelo dstgroup ao romance "O verdadeiro ator".
Paralelamente à escrita também realizou, para além de as escrever, duas curta-metragens "Cinemamor"(1999) e "B.D." (2004) e mais recentemente uma longa-metragem "Triplo A" (2017).
** (Razoável)
Este blog Ă© um afiliado WOOK /BERTRAND . Ao comprarem atravĂ©s dos banners do blog estĂŁo a contribuir tambĂ©m com uma pequenĂssima percentagem para a aquisição de mais livros para o reduto do VĂcio dos Livros na medida em que ganho uma pequena comissĂŁo que depois se reverte em vales de compras. Obrigada.






0 Comentários